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terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Coração sobrecarregado

 


 Lucas 21: 34. Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço. 35. Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra. 36. Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem. 

No texto de hoje Jesus está advertindo seus discípulos para que não permitam que os exageros da vida terrena roubem a paz deles, esse texto é parte do sermão sobre as últimas coisas. 

Vivemos a era do entretenimento, quando Jesus faz menção das comilanças está falando das diversões da época, atualmente além da glutonaria temos a overdose de dopamina proveniente das redes sócias e da internet como um todo. Assim como Salomão em Eclesiastes, Jesus está nos ensinando sobre a efemeridade dos prazeres terrenos e aqui nosso Senhor acrescenta o fato de que esses exageros nos levará a tristeza, a depressão (esse é o sentido do coração sobrecarregado); para fugir disso o Senhor Jesus ensina que devemos buscar a Deus em oração e evitar todo o exagero dessa vida. 

Escrevo esse breve devocional em 24 de dezembro de 2024, véspera de Natal, data em que é muito fácil nos entregarmos a glutonaria e nos esquecermos de Jesus; por isso fica o convite para orarmos e buscar nossa comunhão com o Salvador e não permitir que os falsos prazeres dessa vida nos leve a tristeza. 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

A verdade não muda e não perde o valor

 


 2 Timóteo 4: 1. Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: 2. prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. 3. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; 4. e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. 5. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério. 

Deus nos chama a falar da VERDADE por Ele revelada nas Sagradas Escrituras, que JESUS é o caminho, a verdade e a vida, não há outra maneira de chegarmos até Deus (João 14.6). Essa verdade precisa ser anunciada mesmo quando olhamos e pensamos que não é o momento, que Deus retire de nos nossa timidez e nos dê a ousadia para anunciarmos a vida eterna em Cristo Jesus, a Verdade que dá sentido a existência e que como o ouro não perde seu valor. 

Que Deus abençoe sua vida e continue guardando e sustentando a sua família. A Deus toda honra, toda glória e louvor para sempre!

sábado, 30 de novembro de 2024

Por que devemos amar nosso próximo?


 1 João - 4.11: Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros.

Este pequeno, porém profundo verso, nos convida a refletir sobre a natureza e a extensão do amor.  Não é um amor sentimental ou superficial, mas um amor que emana do próprio coração de Deus, um amor que nos foi demonstrado de forma radical na cruz.  João nos lembra que o amor de Deus não é algo abstrato ou distante, mas sim uma realidade palpável, um ato demonstrado através de Jesus Cristo.

Deus nos amou *tanto*.  Essa frase nos confronta com a magnitude do amor divino, um amor que transcende nossa compreensão.  Ele nos amou mesmo quando éramos pecadores, inimigos de Deus (Romanos 5:8 ).  Esse amor incondicional, gratuito e sacrificial é o alicerce de nossa fé.  Ele é o ponto de partida e o ponto de chegada de nossa jornada espiritual.

Mas o amor de Deus não se resume a uma experiência passiva.  Ele nos chama a responder a este amor com um amor semelhante.  "Nós também devemos amar uns aos outros."  Este não é um mandamento pesado, mas um reflexo natural do amor que já recebemos.  Amar uns aos outros não é apenas uma ação, mas um compromisso contínuo que permeia cada aspecto de nossas vidas.

Como podemos demonstrar esse amor?  Através de atos de serviço, de perdão, de compaixão, de encorajamento, de paciência e de bondade.  É amar ao próximo como a nós mesmos (Mateus 22:39 ),  é estender a mão ao necessitado, é perdoar as ofensas, é buscar a reconciliação.

Medite hoje neste verso.  Contemple a grandeza do amor de Deus por você e deixe-o inspirar você a amar os outros com o mesmo amor incondicional.  Permita que o amor de Deus flua através de você, abençoando a vida daqueles ao seu redor.  Que seu amor seja um reflexo do amor perfeito de Deus.  Amem uns aos outros como Cristo amou a nós.

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

Quem nos mostrará o bem?


Vivemos em uma época difícil, maldade, imoralidade, violência e outras formas de corrupção estão por toda parte. Cada dia fica mais difícil de ter esperança.

Mas Davi, sua oração nos ensina algo precioso ao clamar a Deus e pedir que Ele resplandeça a Luz do Seu rosto. Em meio as lutas, dificuldades, angústias e afazeres do dia a dia, nos esquecemos que o Senhor é o supremo bem, Ele é a bondade por excelência, nenhuma maldade desse mundo por mais terrível que seja pode sobrepor ao Deus todo poderoso.

Portanto, em Deus podemos ter a esperança, ou melhor, a certeza da vitória, da paz, da alegria, e do conforto. Nosso Senhor nos mostra o bem, mesmo em um mundo caído, depravado, mal, o Senhor é nosso bem, é nosso ajudador, no mundo temos aflições, mas o nosso Senhor venceu todas para poder nos confortar (João 16.33)

sábado, 14 de outubro de 2023

A causa de não sermos consumidos


O chamado de Moisés diante da sarça pegando fogo é muito significativo. Deus chama seu servo diante de um arbusto que se incinerava com muita facilidade no deserto, mas agora Moisés via aquele arbusto pegando fogo sem se consumir.

Deus estava mostrando que agora sob o governo soberano Dele o calor do deserto não iria mais consumir seu servo, ele passaria 40 anos caminhando mas nem suas vestes e calçados iriam se desgastar.

Vivemos em um mundo que é comum pessoas se desesperarem diante das dificuldades da vida, depressão diante da perda de entes queridos ou frustrações das mais diversas, desespero diante de dificulfades financeiras, em fim, as pessoas se consomem pelos mais diversos motivos impostos pelo deserto deste mundo

Mas o Deus todo poderoso nos chama a Sua presença para, sob o Seu soberano governo, atravessarmos o deserto, enfrentarmos todo tipo de dificuldades, sermos colocados na fogueira mais aquecida como foi com Ananias, Misael e Azarias, mas debaixo de sua onipotente mão, por sua infinita graça não sermos consumidos pelo fogo deste mundo.

Aquele que caminha seguro com Deus é preservado para a vida eterna e não é consumido pelo sol escaldante do deserto que é este mundo. 

sábado, 2 de outubro de 2021

SERMÃO DO MESTRE – A oração do Pai nosso

 

 

  1. INTRODUÇÃO

Muito se fala sobre a oração do pai nosso, sempre dizendo como se deve orar. Mas quero propor uma outra visão sobre essa oração, olhando para ela como parte do sermão que Jesus está a proferir.


Primeiramente é importante voltar um pouco no versículo 8 e observarmos a fala de Jesus, perceba que Jesus diz: “..., o vosso Pai, sabe o que tendes necessidade, antes que lho peçais.”


Se considerarmos o que Jesus fala sobre os hipócritas um pouco antes ainda, podemos entender que o nosso Mestre está dizendo que nossa oração não pode ser de maneira nenhuma hipócrita e temos que falar com Deus das nossa verdadeiras necessidades, e são essas necessidades que Jesus expõe na oração padrão que nos ensina.


Sendo a oração do Pai Nosso um padrão de oração a partir do ensino do nosso criador sobre nossas carências que sequer enxergamos, mas Jesus nos revela durante todo o seu sermão.


Podemos também entender essa oração em relação a oração sacerdotal feita por Jesus em João 17, em que Ele roga ao pai que não nos tire do mundo mas que nos preserve em comunhão, contudo para que estejamos em comunhão precisamos reconhecer nossas mazelas e suplicar a Deus misericórdia.

 

  1. A ORAÇÃO DOMINICAL

 

a)    “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o Teu nome...”

 Somos incapazes de nos santificarmos ou de anunciar a santidade de Deus.


O Pai está acima de nós, é soberano, maior em tudo, somos pobres pecadores, carentes de sua graça e misericórdia.


Pedir que o nome de Deus seja santificado é reconhecer sua santidade e nosso pecado e suplicar e possamos minimamente, como resultado de sua graça dar algum bom testemunho a fim de que Seu Santo Nome seja conhecido entre os homens. Como é duro pedir isso e reconhecer a nossa incapacidade de fazê-lo, mas ao mesmo tempo como é maravilhoso perceber o amor do Pai que nos permite, ao menos em uma pequena parte mostrar a sua grandeza e santidade. Com sinceridade, é um momento em que o Espírito santo leva este vos escreve às lágrimas, por perceber a grandeza do amor de Deus, sua misericórdia, que na verdade é o amor por nossa miséria (este é o significado de misericórdia).

 

b)   “venha o teu reino, faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”
 Nossa natureza humana e pecaminosa não deseja o reino de Deus, muito menos a sua vontade.

 

O nosso criador sabe da nossa dificuldade em fazer a vontade Dele, não podemos por nós mesmo fazer aquilo que Deus manda. É por isso que Jesus começa o sermão do monte ordenando que nos alegremos em participar do seu Reino e mostra o preço que devemos pagar, bem como nos faz as promessas das recompensas que receberemos.


Por isso precisamos pedir a Deus que Ele estabeleça o seu Reino em nossas vidas, e apenas por sua imensa graça podemos apresentar esse Reino, essa tão grande Salvação aos outros.


Mas devemos pedir que seja feita a sua vontade na terra e no céu, não basta desejarmos a vontade de Deus, é preciso desejarmos com sinceridade e nos submetermos ao projeto de Salvação que Ele estabeleceu, desejarmos a Salvação e a vida eterna que as escrituras revelam. Para isso é preciso mortificar nossa carne.


Como é difícil negar a nós mesmos! Como é difícil submeter nossa mente às escrituras! Como carecemos da graça e misericórdia de Deus!

 

c)    “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;”
 Como é difícil lidarmos com a nossa cobiça e ganancia, bem como não ficarmos ansiosos.

 

Novamente Jesus expõe a nossa carência em nos contentarmos com o seu reino e desejarmos os confortos e prazeres desta vida.


Além disso, Jesus sabe da nossa ansiedade sobre o sustento terreno e da dificuldade em confiar em sua provisão, por isso nos versículos 25 a 34 deste capítulo Jesus vai nos ensinar que não devemos ficar ansiosos com isso.


Depois que passei a ler e estudar as escrituras sistematicamente percebo a razão de ser tão difícil. O Senhor nos confronta o tempo todo, nos corrige pela sua Palavra, como vejo as minhas carências ao ler este sermão. Como tenho dificuldade em me alegrar apenas com o Reino de Deus, como é difícil confira na provisão de Deus e não ficar ansioso! Como careço da misericórdia do meu Salvador! E como entristeço meu Senhor por não entender e pedir a Ele que me ajude em minha fraqueza.

Que passemos a pedir sim que Deus supra nossas necessidades, mas que também possamos suplicar a Ele que nos ajude a viver com o que temos e não mais duvidarmos de sua graça, misericórdia e provisão.


Mas o que realmente me constrange é que mesmo entendendo que entristeço ao meu Senhor com a minha incredulidade, mesmo assim Ele me faz sentir seu infinito amor. Louvado seja seu nome! Em lagrimas de constrangimento, tristeza e, ao mesmo tempo, de alegria escrevo este comentário.

 

d)   “perdoa-nos as nossas dívidas, assim como temos perdoado aos nossos devedores;”
Jesus sabe a nossa dificuldade em perdoar, pois pela nossa natureza pecaminosa, temos dificuldade em amar.

 

Devido a nossa carência em amarmos é que Jesus, em seu sermão, fala para não sermos vingativos e buscarmos nos parecer com Deus, buscando amar ao nosso próximo. Entender isso é tão complicado quanto é explicar. Pois aqui entendemos o quão tola é a expressão: “liberar perdão”.


Não sou eu que perdoo meu irmão, não sou eu que me esforço para perdoar, mas ao sentir o perdão do Pai que está no céu, Santo, seu amor incondicional e reconhecer o quanto sou indigno de sua presença, de seu amor, de sua graça, a minha vida é transformada, minha relação com Ele, o Pai Santo e eterno, com meu próximo e com o mundo a minha volta é totalmente transformada. Assim não libero ou produzo o perdão, esse perdão simplesmente é gerado em mim, pois percebo que não sou melhor que meu irmão e posso fazê-lo sofrer tanto quanto. Isso vale para o relacionamento de um casal, de irmão da igreja, de amigos, familiares, ou seja, vale para qualquer relação quer tenhamos ou venhamos a ter.


Que possamos suplicar a Deus sentirmos esse perdão e assim, experimentando esse perdão pleno de Deus, possamos sentir o Espirito Santo gerando em nós o perdão aos nossos semelhantes.


A palavra perdoar significa doar plenamente ou constantemente. Isso é uma atitude possível apenas para Deus que é em si mesmo e tem o que doar eternamente e constantemente. Nosso perdão pode ser apenas em parte o reflexo bem pequeno e distante dessa ação gloriosa do nosso Pai.

           

e)    “e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal.”
 Como é fácil cairmos nas tentações da nossa própria natureza caída!

 

Sabemos que uma outra tradução possível é: “não nos conduza a tentação”, pois era comum pensar em Deus conduzindo seus filhos a alguma tentação, contudo aqui Jesus está ensinando a suplicarmos a Deus que nos ajude em nossas fraquezas, pois como disse Tiago Deus não tenta ninguém (Tg 1.13-15), o mau e o pecado tem origem exclusivamente em nossa carne.


Por isso aqui o pedido é: Senhor tem misericórdia de mim e me livre do mal que habita em mim (Romanos 7.19-20). Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ensine a orar de maneira sincera, buscando Nele o tratar de nossa natureza pecaminosa.


quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Reino ou juízo?



Uma característica que se repete nos Salmos de Davi é a proclamação da vitória, dizendo profeticamente o que vai acontecer como se já tivesse acontecido.

Mas é bom perceber que em alguns momentos Davi foi infiel e viu o juízo de Deus sobre ele. Mas nunca viu o seu Deus envergonhado ou diminuído.

Na verdade qua do Davi fala da derrota de seus inimigos não está se exaltando, pois é fácil perceber que o rei se refere não a inimigos pessoais mas àqueles que afrontam ao Deus vivo. A vitória que Davi proclama não é uma vitória pessoal e terrena. Mas sim a vitória eterna conquistada por Jesus na cruz, por isso Davi louva a Deus pois a sua vitória é para sempre.

Hoje quero te dizer que se você se curvar ao Senhor Jesus, pela misericórdia Dele, você será feito participante da vitória de Deus, participante de seu Reino. Mas lembre-se, a vitória pertence a Jesus, somo meros participantes de sua graça e infinita bondade. Ele governa o universo eternamente. E você? Participará do Reino ou do juízo do Rei de todo o universo?